Arquivos para o mês de: julho, 2007

Gostou? Reactable é o nome do brinquedo aí em cima. Até este ano ele estava em fase de testes, mas um cara da banda da Björk foi o 1º a usar o equipamento profissionalmente.  

Para quem quiser saber mais detalhes, escrevi uma matéria sobre ele no Rraurl. Depois dessa estou até cruzando os dedos pra islandesa vir pra Curitiba, só pra poder dar uma espiada ao vivo.

Não gosto nem de pensar o que boooons DJs podiam fazer com isso em uma pista de dança…Abaixo, uma demonstração do uso do Reactable em uma apresentação de Björk:

Publicado por João Anzolin

A bagunça foi no sábado (28/07), mas ainda tá valendo.

Jogación & ferveción. Minimal & maximal.

Pistinha animadaPistinha animada

Porão fervido… Porão-pista fervida…

Gil Riquerme entrando no somGil Riquerme no som

O DJ convidado Rafa Schutz (P. Alegre), Júlio K e RudyO DJ convidado Rafa Schutz (P. Alegre), Júlio K e Rudy

Helô, Paty e RudyHelô, Paty e Rudy

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Stereogum Ok ComputerMaterinha legal no G1 sobre blogs e sites independentes – alguns listados ali no blogroll do .::musicness::. – que lançam discos e organizam festivais. A maioria das citações, claro, é de endereços gringos, como o Stereogum – que reuniu covers de seus grupos preferidos para comemorar os dez anos do lançamento do OK computer, do Radiohead, comemorados em julho.

Aqui da terra brasilis, a reportagem fala sobre o site Coquetel Molotov, de um povo lá do Recife, que está se preparando para a quarta edição do festival No Ar, marcada para os dias 14 e 15 de setembro. Cita ainda o site Senhor F, de Brasília, que além de organizar o Senhor Festival e de funcionar como agência de notícias sobre música, se desdobrou em selo. Fala também da iniciativa da jornalista Flávia Durante, que em abril reuniu 30 bandas novas em uma homenagem batizada de Tudo de novo – Tributo ao Ronnie Von.

Faltou falar sobre o hypado Pitchfork Music Festival, do site Pitchforkmedia, que organiza um dos maiores festivais independentes dos Estados Unidos – apesar de que a edição deste ano tenha sido um pouco mais modesta que a do ano passado.

Postado por Diogo Dreyer

In Our Bedroom After the WarA primeira vez em que ouvi a banda canadense Stars foi seguindo uma dica do Gui Barrella, que nos idos de 2000, 2001, escrevia o Next++, o informativo via e-mail da finada Bizarre Records. A loja paulistana foi onde adquiri meus primeiros discos importados com o minguado salário de jornalista (isso enquanto ainda comprava discos).

O álbum em questão era Nightsongs, que é até hoje, um dos meus orgulhos no quesito obscurantismo. E isso é muito legal! Porque quando eu digo, “ô, ouve aí este troço que ninguém conhece”, todos esperam que, naturalmente, por desconhecido, o som será bateção de prego mixado com choro de bebê lituano. E é o máximo ver a cara de espanto das pessoas quando percebem que o som é pop dos mais bacanas.

Tão bacana que Nightsongs acabou por se transformar num dos principais discos que tocavam nos chillouts e afters que meu amigo Heros Schwinden promovia na sua mitológica sala de estar de 700 metros quadrados, local onde, um belo dia, por intermédio de uma amiga, acabei conhecendo o próprio Gui Barella, que ficou emocionado quando o agradeci por ter trazido o Stars para minha vida.

Por situações mágicas como essa estranho que, apesar de terem um número relativamente grande de seguidores fanáticos, especialmente no Canadá, a discografia do Stars não tenha encontrado o sucesso de artistas semelhantes como o Thievery Corporation ou o Broken Social Scene.

Mas, talvez exatamente por esse motivo, fosse inevitável que algo assim acontecesse: apenas quatro dias depois de terem terminado seu quarto disco, In Our Bedroom After the War, as faixas, veja você, caíram na internet. E apesar disso, tanto a banda como a gravadora mantiveram a data de lançamento do disco “físico” para 25 de setembro (isso lá no hemisfério norte, claro), aparentemente não se importando com o fato de perderem alguns tostões em venda.

E o novo álbum tem tocado já há alguns dias seguidamente no meu iPod. Mesmo sem grandes novidades, o disco mostra o Stars polindo seu som à perfeição. O indie pop sinfônico do grupo está mais adorável do que no disco anterior, Set Yourself on Fire, de 2005, e apesar de guitarras mais salientes e por vezes vocais mais “black”, os discretos elementos eletrônicos continuam florescendo. E a combinação das vozes de Amy Millan e Torquil Campbell segue tão confessional e íntima como foi na primeira vez em que ouvi a banda. Como sempre, o Stars mostra um disco encantador.

Stars – The Night Starts Here

Em tempo – dia destes descobri que no início do ano os caras lançaram Do You Trust Your Friends?, disco com remixes e reinterpretações para algumas de suas faixas feitos por chegados da banda como The Dears, The Russian Futurists e Junior Boys. Vale uma ouvida, mas se você não conhece Stars ainda, deixe para mais tarde.

Postado por Diogo Dreyer

Mr. Sven Vath

Na realidade estou corrigindo um erro aqui: o Raul criou as lendas e esqueceu de colocar ali o cara que, na minha opinião, é um dos maiores freak-djs em atividades.

Sven Vath já aprontou tanta coisa que fica até difícil escolher alguma para contar, mas só para se ter uma idéia em sua passagem por Balneário Camboriú no carnaval de 2006 a figuraça fez mosh em pleno clube Ibiza, e tentou escalar as paredes do clube já de manhã. No vídeo acima, titio Sven toca violino e depois dá aula de ginástica. Sem dúvidas um dos caras mais divertidos para se ver tocar…

Publicado por João Anzolin

Você sabe o que é um mash-up? Aprenda a fazer com a Vovó Sue Teller.

Postado por Raul Aguilera

Fotos da festa do Club Vibe (20/07).

Frente do pavilhão da festaFrente do pavilhão da festa

Corredor de entrada Corredor de entrada

A pistaA pista

Deep MarianoDeep Mariano

Djs Mateus B., Ilan e CassianitoDjs Mateus B., Ilan e Cassianito

Ana Knouxx e amigaAna Knouxx e amiga

Dj Bonna e Inês RicardiDj Bonna e Inês Ricardi

O promoter Paulo Marinho e DJ EstrelaO promoter Paulo Marinho e DJ Estrela

DJ Pako, Neto, DJ Gil Riquerme e amiga.DJ Pako, Neto, DJ Gil Riquerme e amiga

Auto-retrato: Raul Aguilera e DanielAuto-retrato: Raul Aguilera e Daniel

Angel InoueStrike a pose: Angel Inoue

vibe5anos13.jpgJoão AnzoliN e Elissane Omairi

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Provavelmente um dos programas de rádio mais conhecidos do mundo eletrônico, se não o mais popular, o britânico Essential Mix é uma boa referência para se ligar no que anda rolando de interessante nas infindáveis variantes da música eletrônica.

O formato é simples e “eficiente”: duas horas de set com um artista convidado a cada semana. O grande atrativo é exatamente o fato do programa não se ater a um estilo específico, mas sim ao que anda chamando a atenção em todas as vertentes da eletrônica. O programa não é de lançar novos nomes; tocar no Essential Mix é na realidade uma espécie de credencial para qualquer músico/DJ/banda para atingir definitivamente o mainstream europeu, ou ele só mostra o trabalho de artistas que já estão consagrados. 

Para nós, brasileiros, funciona como um termômetro para saber o que está estourado na ainda mais importante cidade mundial da música eletrônica, e por conseqüencia, prever o que poderemos ver em solo brasileiro no futuro, já que organizadores e curadores de eventos sul-americanos em geral levam bastante em conta esta aprovação estrangeira antes de arriscar seus bolsos em trazer quem quer que seja para tocar por aqui…

Para se ter uma idéia da babel de convidados que passam pelo Essential Mix, só este ano  gente representando quase todas as coisas que vem fazendo a cabeça dos britânicos já deu o ar da graça nos estúdios da Radio 1. Minimalistas como Radio Slave, space ícones como Lidstrom, dinossauros como Richie Hawtin e Carl Cox, produtores mais pops como Eric Prydz, tranceiros legítimos como Marco V, além, é claro, de nomes relevantes nesta que o Gil chama de onda maximal como o Justice ou o duo Digitalism. No programa desta semana, transmitido na Inglaterra na madrugada de domingo , 22 de julho, foi a vez do Soul Of Man, duo de breakbeat, gênero que infelizmente pouquíssimo difundido no Brasil.

É possível ouvir o programa, que é apresentado pelo DJ Pete Tong, através do site da Radio 1, o braço da programação “jovem” da estatal britânica BBC. Ele fica disponível para se ouvir on-line por uma semana, mas é fácil encontrar sets anteriores em programas de compartilhamento ou até mesmo após uma pesquisa simples em sites de busca. Só não venha colocar a culpa no musicness se você for preso por crimes virtuais baixando um set de algum músico mais radical quando o assunto é free-sharing, afinal o site só está relatando uma realidade.

Logo eu escrevo mais sobre sites legais de música eletrônica, mas pra quem já quiser ir fuçando eu recomendo o australiano Resident Advisor

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Estreei coluna nova no Rraurl semana passada, a Anzol.

Uma vez por mês vou escrever sobre assuntos variados por lá. O tema dessa primeira é música vs. drogas. Dêem uma passada lá ler, comentar, enfim…é só clicar aqui e pronto!

 🙂

Publicado por João Anzolin

Video dando uma mostra da festa de 5 anos do Club Vibe, na sexta-feira (20/08). Daqui a pouco, fotos e review.

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– O experimental – Richard D. James, também conhecido como Aphex Twins certa vez abriu um mixer, encheu de comida, fechou e usou o aparelho pra mixar músicas de forma que elas soassem de um jeito, erm… diferente.
Aliás, quando tocou no Brasil no Tim Festival (alguns anos atrás), ele passou o tempo inteiro tocando escondido atrás da mesa de som, com o laptop no chão.


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– A chiliquenta Junior Vasquez, famoso no circuito gay norte-americano, no auge de sua carreira (ali pelo ano de 1998) no Twilo Club em Nova York, mandou colocar pra fora o DJ Sasha (o progressivo), que estava lá de bobeira curtindo o after-hour do colega novaiorquino. O argumento da bi? Sasha estava, supostamente, “tomando notas” do set de Vasquez.

 

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O show man DJ Taucher, lenda trance da Alemanha tocava vestido de mergulhador (taucher significa mergulhador em alemão). Certa vez, empolgado com um set num clube, literalmente se pendurou numa barra em cima da cabine de som e, de cabeça para baixo, mixou algumas músicas nessa posição.
Disputa seriamente com Sven Vath o prêmio “Cabeçudo das pick-ups”.

Postado por Raul Aguilera