Este blogueiro, seguindo a tradição anual do jabá que se perpetua no segundo semestre brasileiro graças à fartura de festas, festivais e shows, esteve no fim de semana passado no Rio de Janeiro para uma boca livre no Tim Festival, que tem lugar nesta quarta-feira (31) em Curitiba.

Infelizmente, não pude estar presente na sexta, quando se apresentaram ¾ das atrações que estarão em Curitiba: Hot Chip, Arctic Monkeys e Björk. Então deixo registrado aqui o que me foi contado pelos pares jornalistas.

Girl Talk

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Mas, primeiramente, tenho que falar da doidera indie-dance-mash-up-act do figura Gregg Gillis, a.k.a. Girl Talk. Com apenas um laptop em cima da mesa, o cara é dono da mais incendiária das performances. Acredite: “em se tratando de show”, foi a coisa mais insana que já vi na música eletrônica.Gillis foi colando samples em cima de samples enquanto a galera foi invadindo o palco. Em poucos minutos ele já estava sem o moletom, mordendo a camisa, distribuindo água e dançando com o povo, feliz da vida. Girl Talk pula, corre, dança, abraça, fala ao microfone e não samba nenhuma vez. Pena que devido ao pequeno atraso de três horas na Tenda Mash-up ele não pôde tocar mais do que uma hora. Mas imagino onde ia parar uma apresentação com mais tempo, já que em apenas 60 minutos o figura acabou apenas de cuecas.

The Killers

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Se a fama de Brandon Flowers já era de pastor – afinal, o moço é mormon – após o show da trupe no último sábado os curitibanos podem ter certeza de que verão na Pedreira Paulo Leminski uma “pregação” de boa música (desculpe, não resisti ao trocadilho).No Rio, Flowers se ajoelhava, olhava para cima, fechava os olhos, subia o mais alto que podia em cima das caixas e do piano, e cantava forte e entregue à sua música como se estivesse em um culto.

Apesar disso, nenhuma palavra sobre religião. Foram hits e mais hits na apresentação que certamente contou com a maior comunhão entre fãs e banda do evento, com coro de quatro mil vozes em When you were young e Mr. Brightside.

Julite and the Licks

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Se o rock é atitude, Juliete Lewis rules! Não é exagero considerar a moçoila que brinca de rock star entre um filme e outro como o Iggy Pop de saias. Pula, se joga no chão, cospe, vai pra galera e, quem diria, tem um belo vozeirão (apesar de que o que mais atiçou a platéia masculina no Rio foram outros atributos). Showzinho responsa, como disseram na Marina da Glória.Os demais…

Tentei assistir ao set do norueguês Lindstrom na tenda Disco House, mas o mega atraso matou a vontade. Falaram que foi ok, mas devagar quase parando. Antes do Girl Talk dei de cara com a apresentação rap/tambores do Spank Rock. Mas de batuque, o brasileiro entende mais. Talvez em outra ocasião conseguisse prestar mais atenção.

No sábado teve ainda a Tenda Funk, coisa que no Rio beira a histeria. Qualquer mulambento desconhecido que subia no palco era aclamado como o último rei da Escócia. Coisa para estudo antropológico.

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Pelo que me contaram, Björk esteve sublime no Rio, promovendo uma catarse na parte final de seu show, com o público a transformar a apresentação em uma pista de dança. Surpreendente!

Já o Arctic Monkeys – que não são muito de falar – deixaram a participação com a platéia, que cantou junto com os moleques as letras (mesmo que ninguém no Brasil entenda o que os caras cantam). Gostando ou não da banda, a vibração e entrega nos shows é inegável.

Sobrou ainda o papel de ilustre desconhecido para o Hot Chip, que vai abrir o festival em Curitiba, a partir das 19h. Pelo que se viu no Rio, vale a pena chegar mais cedo para conferir a apresentação.

Até sexta, entra uma análise mais completinha com as apresentações em Curitiba.

Postado por Diogo Dreyer, fotos Fotocom.net

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