Certezas que ficaram após a edição curitibana do TIM Festival:

1.ª – Brandon Flowers acorda querendo ser ou Bono Vox, ou Morrissey. O cara é de uma grande eloquência e postura no palco capaz de causar inveja ao líder do U2, ao mesmo tempo em que é “doce” como o ex-Smith durante o show, jogando uma florzinha aqui, outra ali. Já o restante do The Killers se contenta em ser mórmon. Ficavam impassíveis mesmo com todo o público cantando junto.

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2.ª – A Björk é o PT da música. Ou o cara é seguidor fanático, ou não desce mesmo. Não tem aquela de “não gosto dela, mas o show foi legal”. Foi a atração que mais dividiu opiniões. No Rio funcionou melhor, talvez pelo espaço menor. A graça do show ficou por conta do reacTable – que divertia um dos músicos – e em jogar glowsticks nos asseclas trombeteiros castrados do Himalaia, que Björk adquiriu enquanto procurava umas batinas descoladas na Birmânia.

3.ª – Falem mal, falem bem. Ao vivo, os moleques do Arctic Monkeys são do cacete! Imagino como é assistir ao show em um espaço menor. Vendo tête a tête, as músicas ficam bem mais pesadas. E mesmo que eles não sejam muito de falar, o público fala por eles: até os curitibanos – bichos arredios, não dados a demonstrações de alegria em público – cantaram durante todo o show.

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4.ª – Tudo bem que festival em dia de semana precisa acabar cedo. Mas começar muito cedo também não dá! O Hot Chip tocou para meia dúzia de nego. Aqui no .::musicness::., o máximo que se viu foram as duas músicas de encerramento. Portanto, sem comentário para eles.

5.ª – Curitiba merece ganhar, sim, uma edição anual do festival. Mesmo numa quarta-feira, com rodada quente do Brasileirão, conseguiu reunir quase 20 mil cabeças. O público estava animadão, se esgoelou de cantar as músicas (mesmo as da Björk) e além de tudo é um povo super rabudo: a semana toda Curitiba foi castigada por uma forte chuva. Agora mesmo, enquanto escrevo, cai o maior toró lá fora. Mas na quarta, dia do festival, nem uma gota. E em termos de organização, deu um baile no Rio e em São Paulo, que tiveram um monte de problemas.

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Postado por Diogo Dreyer, fotos por Joel Rocha (Divulgação TIM)

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