Arquivos para o mês de: janeiro, 2008

Para quem não conhece e nunca ouviu, o amigo Gil Riquerme manda um vídeo da apresentação dele com a Jô Mistinguett, gravado na semana passada, no Vox. Ela nos vocais, ele pilotando o laptop. Curte aí.

PS- O show inteiro da dupla é muito legal. Mais uma promessa de sucesso no horizonte…

Postado por Diogo Dreyer

u2.jpgPaul McGuinness, empresário do U2 de longa data, que aparece aí ao lado com o Bono, fez um discurso irado na última segunda-feira (28) no The World’s Music Market (MIDEM), realizado em Cannes, dizendo que os servidores de internet estão “destruindo a indústria musical” permitindo as trocas de arquivo P2P. Na avaliação do manager: culpe os malditos hippies!

McGuinness falou que o Vale do Silício está tomado por “valores hippies” que não incluem o respeito ao copyright e ao modelo de negócios já estabelecidos. Muitos dos empresários da área não se consideram “fazedores de kits de roubo”, ele disse no discurso, dando a entender que, de fato, o são.

“Existe um monte de gerentes de fundos de ações que são “Deadheads”, afirmou em referência ao ícone hippie The Grateful Dead. “E engessado bem fundo nas idéias desses empresários, os valores hippies são um desrespeito para o verdadeiro valor da música.”

Sustentando a teoria de que os provedores seriam os responsáveis pelos downloads ilegais, ele ressaltou ainda que a falta de previsão e de planejamento por parte das gravadoras permitiu que as pessoas roubassem música. “Há muito dinheiro na indústria musical, mas ele não chega mais aos artistas”, declarou.

Homenageado com o título de personalidade do ano durante o evento, o músico Peter Gabriel apoiou o discurso do empresário, concordando que os provedores têm feito muito dinheiro com a música hoje.

Está aí, um testemunho sensato sobre os problemas das transferências de música pela internet. Pelo que entendi, McGuinness acha que o Steve Jobs é milionário porque, sendo um maldito hippie do Vale do Silício, deve roubar o dinheiro do coitado do Bono. É, faz todo o sentido do mundo.

Leia mais sobre os brilhantes argumentos do manager.

Postado por Diogo Dreyer

rivers.jpg

“A internet não garantiu a nós [Weezer] mais controle em relação à gravadora porque nós continuamos ligados por um acordo com eles para não lançarmos nossa música sem o consentimento deles. Mas eles geralmente deixam a gente fazer o que queremos, então não importa quem está oficialmente no controle.

Eu gosto de estar em contato com todos os tipos diferentes de ouvintes, incluindo os mais conservadores. Às vezes, esses ouvintes apontam para uma direção que eu não havia visto. Mas no fim do dia, meu voto é sempre em ir à direção que me deixa mais excitado.

Eu não escuto mais ao rádio porque os comerciais me deixam louco. Às vezes, contudo, olho para os charts para conhecer novas faixas. Das 33 músicas na minha lista de favoritos do iTunes atualmente, quatro eu descobri procurando em charts de rádios pops: Hannah Montana, Soulja Boy, uma faixa do Timbaland e uma do Fabolous. O resto eu descobri com indicações, em rádios universitárias, na imprensa musical e no podcast “Sound Opinions”.

Nos últimos dois anos, o Enimem provavelmente tem sido a minha maior inspiração; suas músicas têm muita criatividade, paixão, invencionices, além de serem completas. Mr. Brightside, do The Killers, também me balançou bastante. Mas há tanta boa música lá fora. Eu amo ter minha mente cheia por outros artistas.”

O shoegaze mais querido do mundo, Rivers Cuomo, fala várias coisas loucas em entrevista ao site Pichforkmedia.

Postado por Diogo Dreyer

amazon.jpgLembro que umas das minhas maiores decepções no ano passado foi quando lançaram o serviço de venda online musical da Amazon. Sabia-se desde o começo de 2007 que ele venderia faixas sem DRM (assim você pode tocar a faixa em qualquer MP3 Player, e copiar a música quantas vezes quiser) e com preço mais baixo que o iTunes. Por isso, a expectativa estava grande até a estréia, em setembro passado: mais de 3 milhões de músicas, de todas as grandes gravadoras, e mais 33 mil selos independentes à disposição do povo aqui do hemisfério sul, que na avaliação do tio Steve Jobs, não merece a opção de comprar música online a preço justo. (Pode falar mal do UOL aqui? Porque acho que os preços praticados na Megastore são fora da realidade, anulando o site como uma opção viável para quem quer consumir na web.)

E a dita decepção veio quando descobri que a Amazon seguiu, de início, o mesmo modelo do iTunes, disponibilizando as faixas para compras apenas para os países com mercado relevante. Ou seja, Brasil fora.

Mas o pessoal do site percebeu que este mercado pode não ser tão irrelevante quanto se acha na Apple e anunciou que este ano irá disponibilizar o serviço para vendas fora do mercado americano, globalmente. Dei uma olhada e o velho aviso “Please note that Amazon MP3 is currently only available to US customers” continua lá. Ainda não tentei a compra propriamente dita, mas farei a tentativa mais tarde e posto o resultado aqui no .::musicness::., apesar de achar que ainda não rola.

Mas se o serviço vier a funcionar para compras aqui do Brasil, forçosamente presenciaremos uma mudança de mentalidade do povo que deixou de comprar música devido ao preço do CD ou pela falta de opções de compras online acessíveis. Ou pelo menos, deveríamos. Ou o povo vai precisar de desculpas novas.

Postado por Diogo Dreyer

rogersanchez_2he1.jpgVerão “voando” dá nisso, não sobra muito tempo pra escrever no blog 😛

Último final de semana antes do Carnaval, e já é possível tirar algumas conclusões da temporada de festas em Santa Catarina. Uma delas é que, por melhor que seja a atração, o público não parece disposto a pagar preços salgados (à exceção do Carnaval, data mais inflacionada do ano); benefício da quantidade imensa de opções durante todas as semanas.

Outra é a de que Florianópolis começa a sair do inexplicável marasmo de anos anteriores, com uma noite aceitando bem a grande quantidade de clubes inaugurada recentemente. Balneário Camboriú e Itajaí seguem respirando cada vez mais música eletrônica: clubes fervendo, outdoors espalhados por todas as partes anunciando festas, e várias opções de day clubbing. Já as limitações e restrições para festas ao ar livre prejudicaram nitidamente a cena de psytrance, que parece ter perdido de vez a popularidade.

Das atrações que já tocaram, Desyn Masiello e Eddie Halliwell foram nomes muito elogiados pelo público, mas a expectativa fica mesmo por conta do Carnaval. A programação do Confraria das Artes e o visual do Made Pantai também estão se destacando.

Abaixo segue um guia rápido das festas da semana do Carnaval:

31/01, quinta-feira:
Mathew Jonson – Confraria das Artes – Florianópolis

01/02, sexta-feira:
Gui Boratto + Life is a Loop – Made Pantai – Itajaí
Hed Kandy Party – Confraria das Artes – Florianópolis
Jimie The Sun e Rosy The Voice – Cult Disco – Baln. Camboriú

02/02, sábado:
Booka Shade – Green Valley – Baln. Camboriú
Fatboy Slim – El Divino – Florianópolis

03/02, domingo:
Pacha Party (Sebastian Gamboa) – Green Valley – Baln. Camboriú
Deep Dish – Warung – Itajaí
David Guetta e Misha Daniels – El Divino – Florianópolis

04/02, segunda:
Tiësto – Green Valley – Baln. Camboriú
Deep Dish – Warung – Itajaí
Marky – El Divino – Florianópolis

05/02, terça:
Sasha – Warung – Itajaí
Tiësto – El Divino – Florianópolis

Depois do carnaval, o .::musicness::. vai fazer review dos principais eventos, com fotos e vídeos.

(Foto: Roger Sanchez tocando no Warung, por Marcos Booz Silva)

Publicado por João Anzolin

A entrevista que segue foi feita e cedida por Ricardo AC, leitor de .::musicness::. . Já Jô Mistinguett será a atração de logo mais na festa do Electro on the rocks (mais infos nos posts abaixo).

****

m_d1b81df24dbae02aeab1f9680d15f499.jpgJeanne Bourgeois, artisticamente conhecida como Mistinguett, foi a deusa da Belle Époque parisiense. Por anos, a cantora foi estrela no Moulin Rougue, tornando-se a vedete mais popular de sua época, além da mais bem paga do mundo. E baseada no sucesso da xará francesa, a brasileira Jô Mistinguett busca trilhar um caminho parecido, e se não mira os cabarés franceses para isso, já consegue um relativo sucesso no underground do Brasil e até do exterior, com faixas como Personal Fuck e S.B.P.

New raver waver assumida, tornou-se rapidamente uma das apostas pop/eletrônica no país, juntamente com o Bo$$ in Drama (com quem já trabalhou no projeto Gomma Fou, se apresentando no Motomix Art Music, em 2006) e com os cariocas do The Twelves.

Jô começou a se interessar por música aos quatro dez anos, quando fez algumas apresentações em, acredite, restaurantes. Largou o órgão, mas não a música. “Morava em cidade pequena e na época não se tinha acesso a nada”, conta. Mudou-se há quatro anos para Curitiba, conheceu o electro e resolveu ser DJ, indo cursar a AIMEC (Academia Internacional de Música Eletrônica). Foi lá que conheceu e recebeu o convite de Péricles Martins, a.k.a Bo$$ in Drama, para o projeto o Gomma Fou (chegando a ocupar uma folha inteira de um jornal americano).

Conflitos artísticos separaram a dupla, mas a experiência que Jô adquiriu incitou-a a criar o seu próprio projeto. Começou a compor suas próprias faixas e adicionou o Mistinguett ao seu nome.

Você acha que o término do Gomma Fou foi bom para sua carreira?
Jô Mistinguett: O Gomma Fou era ótimo, mas também acho que com a separação surgiram dois frutos, e não um só.

O que você acha da qualidade dos DJs brasileiros em relação aos estrangeiros?
JM: Não sei dizer! Acho que o Brasil está mostrando muitas coisas boas atualmente. Acho que, querendo ou não, o sucesso do CSS (Cansei de ser Sexy) e do Bonde do Rolê na Europa abriu muitas portas aos produtores e DJs brasileiros.

Como você define a cena da música eletrônica no Brasil?
JM: Está crescendo e isso é bom, fazendo surgir mais pessoas nesse meio. Mas acho que ainda está banalizada.

Você acha que é culpa do CSS e do Bonde do Role, que criaram suas músicas sem o intuito de serem levados a sério? [NOTA DO BLOGUEIRO: ESSA É A OPINIÃO DO ENTREVISTADOR…]
JM: Depende do sentido de ser levada a sério… existem bandas como o Bonde, que ao mesmo tempo que são lúdicas, têm qualidade. E é essa qualidade – e novidade, principalmente – que não são levadas a sério. O próprio público quer isso. Acho que ficou fácil demais fazer música em casa. É só ter um programa qualquer e criar um myspace.

Qual o programa que você usa pra criar suas músicas e no que você se inspira?
JM: Eu uso o Ableton Live.Só! E me inspiro principalmente na new rave wave.

Como estão os contatos lá fora?
JM: Já tive contatos com selos e produtores. Inclusive estou criando vocal para músicas de alguns produtores europeus.

Pode citar algum?
JM: Melhor não. Quando tudo estiver pronto,eu falo.

E as expectativas para 2008?
JM: Na verdade, não sei de nada! Nem crio expectativas, só espero que as coisas fluam naturalmente.

E vem fluindo, não?
JM: Acreditamos! (risos).

Jô Mistinguett na internet www.myspace.com/jomistinguett.

tokyo.jpg

Uma das bandas que mais boto fé para esse 2008, o Tokyo Police Club, divulgou as faixas que farão parte do seu próximo disco, Elephant Shell, que sai no primeiro semestre do ano. Eles deixaram uma mensagem no site deles falando que as gravações do disco foram longas, mas a banda não poderia estar mais feliz com o resultado. Infelizmente não fui ao show dos caras no Planeta Terra, no ano passado, mas me disseram que foi muito bom.

De qualquer forma, dei uma procurada e ainda não encontrei na web as músicas de Elephant Shell, que são:

01 Centennial
02 In A Cave
03 Graves
04 Juno
05 Tessellate
06 Sixties Remake
07 The Harrowing Adventures Of…
08 Nursery Academy
09 Your English Is Good
10 Listen To The Math
11 The Baskervilles

Postado por Diogo Dreyer

amy.jpgEsse post vem diretamente da seção fofoca do .::musicness::. O tabloidão inglês The Sun conseguiu um vídeo da Amy Winehouse onde a moça aparece supostamente fumando um cachimbo com crack. O vídeo está no website do tablóide pra quem quiser ver.

Durante a gravação, a cantora afirma que tomou “seis valium” antes de acender o cachimbo e inalar a fumaça. Isso depois de mandar pra dentro umas carreiras de ecstasy e coca. As imagens teriam sido gravadas na casa de Winehouse em Londres, na sexta-feira passada. A gravadora e o empresário não fizeram declaração sobre o assunto e não confirmam se é mesmo a cantora aparece no vídeo (se bem que para mim, não há dúvida).

E é impressão minha ou Amy já sucedeu o antigo garoto problema preferido dos ingleses, o Pete Doherty? Faz tempo que não vejo nenhum “escândalo” protagonizado pelo guri. Aliás, onde essa galera famosa arranja esses amigos que gravam você usando todas as drogas do mundo ao mesmo tempo e depois “fornecem” para os jornais? Se bem que esse certamente já virou “ex-amigo”.

Postado por Diogo Dreyer

mistinguett.jpgO programa Electro On The Rocks, da rádio 91 Rock, apresentado pela amiga Marina Lang juntamente com o DJ e produtor Mauricio Singer, o Mauricião, faz sua segunda festa no Vox Bar na próxima quinta-feira, dia 24. A festança contará com a discotecagem da dupla de DJ’s Mauricião e Hermes, residentes do bar, e com o live P.A. da produtora curitibana Jô Mistinguett (foto), que conta com a participação do Gil Riquerme.

Promessa de sets que vão do synth-pop inglês anos 80 até o electro-rock.

O programa Electro On The Rocks, que completa dois anos em fevereiro, vai ao ar vai ao ar aos sábados, das 22h às 23h. Nu-Rock, Synth-Pop, EBM, Breakbeats, Big Beat, Trip-Hop, Post-Punk, Rock Industrial, Electro, Disco Punk, Funky Breaks, Electroclash dos anos 70 aos 2000 fazem parte do mix. “Para roqueiros sem preconceito contra sintetizadores e para quem gosta de e-music, mas não dispensa uma guitarra e outros elementos humanos”, comenta Mauricião.

O Vox fica na Rua Barão do Rio Branco, 418, Centro, fone 41-3233-8908, www.voxbar.com.br. Entradas a R$ 8.

UPDATE – Na quarta-feira (23), quem se apreseta no Vox é o Gente Boa da Melhor Qualidade, sacada de músicos curitibanos que tocam samba da época de ouro, dos anos 30 até meados da década de 40. Para quem gosta de Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa e Adoniran Barbosa.

Postado por Diogo Dreyer

 

bonde.jpg

Sei que muitos não estão nem aí para o Bonde do Rolê, e até por isso devem estar achando o uó do borogodó o concurso que os dois terços restantes da banda resolveram fazer com a MTV para escolher uma substituta para a vocalista Marina Vello Ribatski, divulgado pelo .::musicness::. Mas pensa bem. Os caras foram confirmados para o Coachella 2008, na Califórnia, e além do mais, a exposição na MTV deve melhorar a aceitação deles entre o público brasileiro. Vale ou não vale?

Para quem mora em Santos, a bagunça da escolha começa amanhã, quando o DJ/MC Rodrigo Gorky e o MC Pedro D’Eyrot discotecam na festa Popscene, marcando a primeira fase do programa da MTV Brasil. Depois de seus sets, os dois devem fazer uma pequena apresentação para que candidatas locais testem seus talentos.

Além do Bonde do Rolê DJ Set, também rola Killer on the Dancefloor Live P.A., Flávia Durante e Hector Lima. A festa acontece no Retrô Bar & Lounge (Rua XV de Novembro, 47, Centro Histórico, Santos).

PS – Para quem não sabe, estamos retomando a atualização do .::musicness::. também aqui no WordPress. O blog continua sendo atualizado no http://rraurl.uol.com.br/blogs/musicness/. A idéia é facilitar os comentários e acessos de quem não tem (e tem preguiça de ter) user no rraurl, já que tivemos um mooonte de pedidos para isso.

Publicado por Diogo Dreyer