Arquivos para o mês de: fevereiro, 2008
money344.jpg

As quatro grandes gravadoras (EMI, Sony, Universal e Warner) já processaram mais de 20 mil fãs de música ao redor do mundo para “proteger os copyrights dos artistas”. Mas existe um detalhezinho na história que ninguém sabia: segundo o que managers de artistas proeminentes disseram ao jornal NY Post, as majors, até agora, não repassaram nem um centavo aos artistas que representam. Para se ter idéia do que isso representa, apenas o Napster pagou, num acordo com as empresas, U$ 270 milhões, isso sem falar na grana tirada dos acordos com Kaaza e Youtube.“Os produtores e advogados dos artistas estão imaginando há meses quando é que seus clientes irão receber o dinheiro dos acordos de copyright e como ele será creditado a cada um”, disse ao jornal o advogado John Branca, que representa, por exemplo, o Korn e os Rolling Stones. “Alguns deles estão dizendo até em entrar com ações se não forem pagos logo”.

Ou seja, se a indústria musical lucrava horrores sobretaxando os CDs, conseguiram inventar uma fórmula onde não precisam fazer absolutamente mais nada para ganhar. Basta pagar a porcentagem dos advogados.

Via Boing Boing

****

Aí um amigo meu lembrou do que acontece por aqui com o ECAD e a Ordem dos Músicos do Brasil, que supostamente deveriam distribuir o bolo arrecadado, no primeiro caso, e cuidar dos interesses dos artistas, no segundo. Contei a ele então a notícia que me chegou informando que o Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-presidente do Conselho Regional da Ordem dos Músicos do Brasil no Paraná, João Bento de Lacerda, ao pagamento de R$ 35.216,27, valor atualizado, por irregularidades na prestação de contas de gastos realizados durante sua gestão.

Além de não comprovar os gastos, foi constatado que ele destruiu documentos importantes, como livro de movimentação de caixa, recibos de pagamentos de funcionários e processos administrativos.

Para vocês DJs, produtores e músicos, verem aonde vai parar o seu suado dinheiro.

****

Na outra ponta da história ficam os mega-badalados e já podres de ricos músicos famosos que reclamam da internet, das gravadoras, do público, enfim, do que der pra reclamar. Para ilustrar, reproduzo um post do blog do Luiz Antonio Ryff, o Nonsense, intitulado “Espetáculos musicais são um assalto”.

“Artistas gostam de reclamar da vida e de quão pouco são valorizados e blá blá blá. Mas a realidade é que o preço de espetáculos culturais no Brasil é absolutamente risível, incompatível com a realidade do país.

Os shows do Police foram muito caros.

Agora a história se repete com Bob Dylan. Ele vai se apresentar em São Paulo, no Via Funchal, com ingressos que chegam a R$ 900. O mais barato sai por R$ 250.

Na Argentina, onde Dylan se apresenta, o preço mais caro é de 380 pesos. O equivalente a R$ 211. Ou seja, menos de 1/4 do ingresso mais caro em São Paulo. O mais barato, em Córdoba, sai por 75 pesos. Ou R$ 42. Isso é um terço da meia entrada no Brasil.

Ah, mas a Argentina é um caso diferente… Então vamos ao México, que também está na turnê latino-americana do cantor. Dylan vai se apresentar no Auditório Nacional, na capital. O ingresso mais caro custa 1.780 pesos mexicanos. Na conversão para reais isso fica por R$ 289. Menos de 1/3 do mais caro bilhete no Via Funchal. Mas o mais barato no México fica por R$ 45.

O preço do ingresso no Brasil é ou não é um roubo?”

Postado por Diogo Dreyer

Anúncios
timaiaracional3.jpg

Então, cinco músicas INÉDITAS do Tim Maia da época racional estão dando sopa por aí. Foram descobertas pelo produtor Dudu Marote, que mixou as faixas, deu nomes provisórios a elas e passou para amigos. De resto, acabaram na internet (claro!) e aí você já sabe. Algumas estão mal acabadas e tal, mas quem sabe não ganham uma roupagem completa mais para frente? A história toda está no blog Trabalho Sujo.

“Brasil Racional” – Tim Maia

“Universo em Desencanto Disco” – Tim Maia

Postado por Diogo Dreyer

Guillemots – a banda inglesa que tem um guitarrista brasileiro, o misterioso MC Lorde Magrão – sai de disco novo, Red, dia 24 de março (lá fora, claro). Para promover o álbum, os caras liberaram o primeiro single, Get Over It, que também tem vídeo já. A faixa é boa demais! Torcida para que o disco todo seja nessa linha!

Guillemots – Get Over It [MP3]

Postado por Diogo Dreyer

nada-surf.jpg

Preciso confessar. Minha namorada que me perdoe, mas sou apaixonado pelo Nada Surf. Bom, sei que todo mundo tem sua banda de estimação. Eu, na verdade, tenho algumas. Mas o trio nova-iorquino formado por Matthew Caws (vocal e guitarra), Daniel Lorca (baixo), e pelo baterista Ira Elliot, que chega agora ao seu quinto disco, Lucky, tem um espaço reservado nas minhas preferências desde 1998 (e lá se vão dez anos), quando lançou o disco The Proximity Effect, trabalho que foi a resposta da banda ao primeiro álbum, High/Low, de 1996, que trouxe ao mundo o hit Popular e por algum tempo os jogou nas graças do mainstream.

Para não ficar taxada como um caso de one-hit wonder devido ao sucesso da música, o Nada Surf brigou com a gravadora, abriu selo próprio, ultrapassou as expectativas dos críticos e fincou bandeira definitiva no cenário alternativo. Pela relevância e militância na cena indie de NY, muitos apontam a banda como uma das precursoras da geração que trouxe ao mundo os The Strokes e “os salvadores do rock”, no início da década de 2000.

Mesmo assim, conseguiram não se tornar obsoletos quando a nova turma começou a sacudir o mundo. Pelo contrário. Em 2002, o Nada Surf lançou Let Go, talvez um dos discos mais belos que já ouvi, recheado de lindas canções, como Blizzard of 77, Happy Kid e Hi Speed Soul. Com o disco e seu power pop declaradamente inspirado em Teenage Fanclub, Guided By Voices, Flaming Lips e Weezer, o Nada Surf atingiu a unanimidade da aclamação dos críticos, arrebanhando fãs em todo o lugar. Tanto que os integrantes passaram os três anos seguintes em turnê pelo mundo divulgando o álbum, que por aqui só ganhou lançamento oficial em 2004.

Foi nesse mesmo ano que tocaram em Curitiba, para um público que cantava décor todas as músicas. Depois do show, no Era Só o que Faltava, troquei uma idéia com os caras da banda, que ainda ficavam surpresos em aparecer em lugares exóticos, como o sul do Brasil, e ver que tinham um monte de fãs nestes lugares inusitados. “Minha mãe viu nosso show em São Paulo e perguntou como é que as pessoas por lá sabiam cantar nossas músicas. Falei para ela que devia ter alguma coisa haver com a internet, mas que mesmo assim, era assustador”, disse Daniel Lorca entre uma Skol e outra. Uns dois anos depois encontrei um cartaz do show num bazar, que devidamente emoldurado, ocupa lugar de destaque na minha sala, próximo a uma foto de Paul, John, George e Ringo.

Em 2005, o Nada Surf lançou mais um disco, The Weight Is a Gift, também muito bem feitinho e tal, mas que não conseguiu reproduzir toda a beleza do antecessor. Mas aí eles já eram indie rock heroes de meio mundo e nem precisavam provar mais nada.

De qualquer forma, a banda aproveitou toda a aura que detém no meio alternativo para fazer Lucky e lançá-lo com o barulho que todo bom álbum indie merece. O novo disco tem contribuições de Ben Gibbard (do Death Cab for Cutie) e Ed Harcourt (do Snug), além dos membros do Calexico e do Harvey Danger. Com acabamento de primeira, que valoriza a suavidade e sonoridade da banda, Lucky abusa dos violões, soa leve e luminoso, com pitadas de lo-fi aqui e ali para dar um contra ponto ao pop generoso das faixas, como em Ice on the Wing. As letras têm um quê de melancolia, mas são daquela fofura característica da banda capaz de degelar o coração do Gargamel e fazer ele desistir de saborear um smurf desavisado que tenha caído em suas garras. Para degelo coronário, vide I Like What You Say e See these Bones.

Mas minha preferida é a faixa que fecha o disco, The Film did not Go ‘Round, que ao som de um quase folk levado numa tomada bem lenta, prega “Everyone’s gotta leave their love sometime / If not now, then at the end of your life-time”. Ouve aí.

Nada Surf – The Film Did Not Go ‘Round[MP3]

Postado por Diogo Dreyer

franz460.jpg

St-st-st-studioline

Hi there, it’s Paul here, don’t normally subscribe to this whole blog culture, however it has been brought to my attention recently that some of you out there are actually interested in what we get up to day to day.
Perhaps you might like to know what direction the album is taking at this stage. I would say it sounds a bit like Sly and the Family Stone (1) meets Prince (2) in Govan (3) on the way back fae signing on when Sly remember he still owes Fela Kuti (4) that fiver from last week when Fela tapped him at Brian Eno’s (5) birthday party in downtown Lagos (6) but what with the exchange rate and everything he has to figure out how much he owes him in sterling, so he goes round to Jacques Brel’s (7) , cos Jacques’ good with numbers. So he gets there and Jacques’ in on youtube watching this…

http://uk.youtube.com/watch?v=707VxB-ek4Q

and Sly says “Have you seen this….

http://uk.youtube.com/watch?v=MCNJt2hvTjw

…it’s what that MIA (8) song is based on you know, this one….

http://uk.youtube.com/watch?v=Y9_Dk_F98cU

and they don’t get round to working out what 5 pounds is in Nigerian Naira (9) and Fela comes round all angry and says, tell you what just forget about that fucking fiver, you’re always like this and storms out in a right huff.

Something like that anyway.

Paul

Esse é o testemunho um tanto quanto lisérgico do baterista da banda, Paul Thomson, sobre como deve soar o novo disco – a ser lançado em algum momento do verão inglês – no Myspace. Como tá difícil de entender, segue um glossário:

(1) Sly & the Family Stone foi uma banda de funk, soul e rock de São Francisco, que atuou entre 1966 e 1983.

(2) Prince, o artista anteriormente conhecido como “o Artista”.

(3) Govan é um distrito na parte sudoeste da cidade de Glasgow, Escócia.

(4) Fela Anikulapo Ransome Kuti (1938 — 1997) foi um músico nigeriano.

(5) Brian Peter George St. Jean le Baptiste de la Salle Eno é um compositor britânico. Ele é famoso pelo uso de sintetizadores, utilizados em seus diversos trabalhos, como o grupo Roxy Music.

(6) Lagos é a maior cidade da Nigéria com cerca de 10 milhões de habitantes, e a segunda maior cidade africana logo depois do Cairo, Egito. Era capital da Nigéria até 1991 (quando a capital passou a ser Abuja).

(7) Jacques Romain Georges Brel (1929 – 1978) foi autor de canções, compositor e cantor belga francófono.

(8) Mathangi “Maya” Arulpragasam é vocalista, compositora e produtora musical. Mais conhecida pela seu nome artístico, M.I.A.

(9) A Naira é a moeda atual da Nigéria.

Postado por Diogo Dreyer

O quê? Um mix na semana seguinte em que outro veio ao mundo? Pois é. Milagres, milagres. Essa semana ouvi muita coisa boa e, impregnado do espírito Valentine’s Day, resolvi postar outra leva de faixas para o leitor de .::musicness::. se deleitar.

E já que o mundo (o Brasil não, sei lá porque) ainda se encontra no clima de dia dos namorados, o The Weekend Shuffle Mix dessa semana vem carregado de musiquinhas bonitinhas para curtir abraçadinho no sofá. Daí quando a data por aqui chegar, reaproveita a seleção.

1- REMSupernatural Superserious [MP3]
Single novo da banda de Micheal Stipe. A faixa segue na mesma levada alegre e adocicada do último álbum do REM, Around The Sun, de 2004. Bem procuradinho, você já acha o disco novo todo, Accelerate, por aí. Oficialmente, só sai em abril.

2- DaysDownhill [MP3]
Mais uma banda sueca no mundo. Sério: de onde vem esse povo todo? Pior é que sai um melhor do que o outro. O Days faz a linha José González e aposta no esquema violão, voz rouca e letra bonitinha. Faixa-título do primeiro single da trupe, recém-lançado. (Se alguém achar o endereço deles no myspace, manda para mim.)

british.jpg

3- British Sea PowerNo Lucifer [MP3]
Xô satanás! Música do disco novo da banda (foto), Do you like rock music? (sim, muuuuito original). Apesar do nome, gostei do trabalho. Tudo muito power pop, lembrando demais o Nadasurf – que aliás, está com disco novo na praça. Mas esse é assunto para um post só deles.

4- Panda RiotLike flowers at night [MP3]
Minha irmã, a Manu, que é bióloga, vai adorar o Panda Riot. A banda se formou quando Brian Cook e Rebecca Scott faziam um um curta-metragem sobre o fundo do mar. Começaram a bolar a trilha eles mesmos, chamaram um baixista e meteram uma bateria eletrônica. Largaram o cinema e viraram músicos. Apesar do Riot no nome, o panda é um shoegaze calminho, calminho. Faixa do CD She dares all things.

5- The Ting TingsGreat DJ [MP3]
Dupla inglesa que ouviu demais The Smiths e queria ter fazer um Panic só dela, falando sobre seu DJ local. Mas, claro, deram uma atualizada no sentimento da música, que fala sobre seus amigos estarem muito loucos numa festa e você não. Aquele tipo de coisa que já aconteceu com todo mundo.

6- MGMTTime To Pretend [MP3]
Bem, se você está lendo isso enquanto trabalha trancafiado em um escritório, com um monte de colegas engravatados, melhor não prestar atenção na letra. Caso contrário, vai perceber coisas do tipo “I’ll move to Paris, shoot some heroin and fuck with the stars (…) This is our decision to live fast and die Young”. Ok, nada de muito novo na idéia de aproveitar pra caralho a vida e sobre o vazio pós-moderno e tal, mas a faixa é bem feitinha e grudenta. E alguém sabe me explicar qual é o motivo de um monte de banda indie fazer música dizendo que quer ir para Paris? Tem o Friendly Fire, o The Teenagers (certo, esses são franceses)… Nova Yorque não tá com nada mesmo.

dodos.jpg

7- The DodosFools [MP3]
Mesmo sendo mais um duo (foto), Meric Long, guitarra, e Logan Kroeber, bateria, estão longe do barulho do White Stripes. Baseados em San Francisco, fazem o estilo psychedelic folkies. Fools é o primeiro single do disco de estréia da dupla, Visiter. Gostei muito do nome da banda.

8- WHY?The Hollows [MP3]
Mais uma prova que muito nome de banda só funciona em inglês. Imaginou ir num show do “POR QUÊ?”? Essa faixa, na verdade, é uma concessão ao tema do mix, já que é um tanto quanto deprê. Serve mais para anunciar o álbum da banda, Alopecia (hein?!), que sai em março.

9- FoalsHummer [MP3]
Gosta de The Battles? Curte math rock ou seja lá o que isso queira dizer? Então você vai amar Foals, banda inglesa surgida a partir da extinta The Edmund Fitzgerald. Hummer pega o post-punk/new wave e o mistura a um toque de electrônica, deixando a banda mais palatável.

10- Mobius BandDigital Love (Daft Punk Cover) [MP3]
O mix romântico fecha com cover do Mobius Band para Digital Love do Daft Punk. A faixa saiu ontem mesmo , dia 14, no Valentine’s Day, no site da banda. Faz parte de um punhado de músicas que o grupo fez intitulado Love Will Reign Supreme. Dispensa maiores explicações, né não? Além do daft Punk, tem Neil Young, Bob Dylan, The National, Daniel Johnston e Casiotone For The Painfully Alone. Para baixar todas as faixas, clique aqui.

Postado por Diogo Dreyer

“A gratuidade da música com a era digital é fato. Basta digitar o nome de qualquer música em programas ou buscadores específicos na internet que você vai encontrar. O mesmo pode ser dito sobre filmes, programas de TV, quadrinhos e livros, mas em escalas menores. Música, eu já disse, é o boi de piranha das transformações. É quem encabeça primeiro os tremores de mudanças sociais e, inevitavelmente, acaba sofrendo com isso. O Radiohead resolveu pagar pra ver – ou pedir pra você pagar, feito o moleque das Casas Bahia – se sentia a dor na pele.”

thom.jpg

Texto muito pertinente no blog Trabalho Sujo, do Alexandre Matias. É o papo do Radiohead “entregando” seu último disco dando ainda mais pano para a manga. Uma coisa que Matias não lembra em sua boa argumentação, mas que não altera o tom da coisa toda, é que a banda de Thom York (foto), mesmo saindo na frente e disponibilizando as próprias faixas na web, conseguiu ver o disco físico, lançado no primeiro dia do ano, entre os mais vendidos na Inglaterra e repetindo o feito nos EUA.

“Tem muita gente que vive completamente alheia à música digital e que trata o mundo de MP3, iPod e MySpace como uma alucinação coletiva ou uma grave debandada das pessoas para a ilegalidade. Com uma propaganda alarmista para tentar evitar uma crise anunciada desde os anos 90, a indústria de entretenimento conseguiu impregnar no imaginário das pessoas a idéia de que baixar conteúdo pela internet consistia em crime.”

Acredito que já estamos chegando a um meio termo entre venda e downloads “ilegais”. Postei aqui, dia desses, que a Amazon vai vender MP3 sem restrição de região ainda esse ano (já testei e a coisa ainda não funciona no Brasil). Vai dizer que, disco completo por U$ 7, não está em conta? Mas sempre vai ter gente preferindo não pagar nada. Ou quantas pessoas você conhece que, mesmo podendo, não pagaram nem uma libra pelo disco do Radiohead?

“Por outro lado – e as lojas de disco? E os discos? Quanto tempo os discos durarão? Quem ainda gravará discos? Se há um par de anos o fim do CD deixava de ser uma suposição para ser uma possibilidade, hoje é fácil pensar num mundo sem discos. O artista ainda prensa o CD mesmo com a desculpa – plausível – de que o CD é seu cartão de visitas. Mas até quando? Cartões de visita no fim das contas, acabam ficando empilhados e são consultados raramente, quando não jogados fora.”

Tenho uma tia que me perguntou há algumas semanas: “mas do que viverão os artistas se tudo estiver na web?”. Respondi que viverão de trabalho. Músico tem que fazer show, ralar, fazer por merecer. Tirando meia dúzia de nego (U2, Madonna, Roberto Carlos), quem fica rico vendendo disco é a gravadora, é monopólio. Mas se o dinheiro, no caso dos arquivos digitais, for direto pro artista, quero ver quantos vão preferir ficar sob a tutela da EMI, Sony-BMG, Universal, Warner… Ei, nem precisa das reticências. São só essas quatro mesmo.

Postado por Diogo Dreyer

amplive-rainydayz.jpgO Radiohead dá mesmo o que falar. Pode ser que muitos de vocês já tenham lido, ou até mesmo ouvido, sobre a releitura que um produtor de rap americano chamado Amplive fez para o In Raiwbows alguns meses atrás, batizado de Rainydayz Remixes. O figura pensou até – olha a ousadia! – em ceder o “álbum” para venda na W.A.S.T.E., a loja online da banda inglesa.

Foi então que recebeu, em dezembro, uma carta dos produtores de Tom York e cia. informando que era melhor ele parar com o barulho, “senão”… Aí Amplive achou melhor desistir.

Mas, felizmente, no melhor espírito de bom mocismo do Radiohead, as duas partes chegaram a um acordo. E se as oito faixas remixadas não serão vendidas, ao menos estão liberadas para download.

Aqui você encontra as faixas.

Já esse link é para uma entrevista com Bryce Edge, produtor do Radiohead danado explicações da treta.

E, abaixo, o novo clipe – esse oficial! – para a faixa Videotape.

Postado por Diogo Dreyer

O Carnaval foi o “grand finale” de um período de um pouco mais de um mês de muita festa no litoral catarinense. Deep Dish, Sasha e Booka Shade eram as atrações mais aguardadas na região de Balneário Camboriú, e o blog conferiu todas de perto.

Booka Shade tocou no sábado, 2 de fevereiro, no Green Valley. Pista cheia (mais de 5 mil pessoas), som redondo e só faltava mesmo a dupla aparecer. Depois de um warm-up interminável, o duo alemão finalmente começou a tocar seu live às quatro horas da manhã de domingo. “Mandarine Girl”, “In White Rooms”, e é claro, o momento catarse “Body Language” iam fazendo do live um show empolgadíssimo até que, cinco e quinze em ponto Walter e Arno sumiram do palco com um “I see you next time”. Sem direito à um bis sequer, a pista ficou sem entender nada, com aquela sensação de que meia horinha a mais cairia bem. E faltou tocar “Numbers” também. Mário Fischetti, que se revezou com Ale Reis no warm-up, emendou “Beautiful Life” assim que o Booka Shade foi embora…

Sharam e Dubfire reataram o projeto Deep Dish em duas noites no Warung, domingo e segunda de Carnaval. O que chamou mais atenção na noite de segunda, no entanto, não foi o set em si, mas a pista cantando, em coro, “Ei, Tiësto, vai tomar no…”. O DJ holandês se apresentava no mesmo dia no Green Valley, e dias antes deu uma polêmica entrevista ao jornal Diário Catarinense. Sasha tocou na terça-feira e quase repetiu o feito de 2006, quando fez um set de mais de 10 horas no Warung. Dessa vez o inglês tocou “só” 7 horas.

Abaixo, vídeos de cada uma das noites que estão circulando no YouTube.

Publicado por João Anzolin

Addictive TV fazendo escola. Agora a moda na internet é fazer mashups com comerciais. Sente o drama desse com o símbolo máximo da rede de fastfood McDonalds, feito a partir de um comercial japonês.

Via Boing Boing.

Abaixo, um “remix” da dupla Addictive TV para o filme Shoot ‘Em Up. O duo esteve no ano passado no Skol Beats (e foi muito massa!).

Postado por Diogo Dreyer