Arquivos para o mês de: março, 2008

pepper.jpgPô! Perderam completamente o respeito pelo Axl Rose! A companhia de refrigerantes norte-americana Dr Pepper fez um desafio essa semana: caso o Guns N’ Roses lance, até o fim de 2008, o seu disco Chinese Democracy, a marca dará a todas as pessoas nos Estados Unidos uma lata grátis de sua bebida.

Uma tiazinha do marketing da empresa chamada Jaxie Alt chegou a dar mais uma alfinetada cheia de referências quando falou à imprensa:

“Foi precisa alguma paciência (a little patience) para aperfeiçoar a mistura de 23 ingredientes do Dr Pepper, o qual nossos fãs aprenderam a conhecer e amar. Por isso entendemos completamente e enfatizamos a procura de Axl pela perfeição – por algo mais do que um simples álbum. Sabemos que, uma vez lançado, as pessoas irão se referir a ele como ‘Dr Pepper para os ouvidos’ já que terá uma refrescante mistura de riqueza e sons encorpados – um clássico instantâneo.”

Em outra clara referência a músicas da banda, o comunicado diz que todos “exceto os desafetos (estranged) guitarristas Slash e Buckethead receberão uma bebida grátis”. Vale lembrar que Estranged, a música, do disco Use Your Illusion II, é uma das mais longas faixas da banda, com mais de nove minutos, e o vídeo é um dos mais caros jamais feitos: custou a bagatela de U$ 4 milhões.

Se o desafio tivesse acontecido na década de 90, Axl entraria na sede da empresa e quebraria tudo, espancaria os atendentes e jogaria barris de refrigerante pelas janelas. Mas como a moral anda baixa, limitou-se apenas a responder no site da banda:

“Estamos surpresos e muito felizes em ter o suporte da Dr Pepper em nosso disco Chinese Democracy, a para a gente, isso veio totalmente do nada. Se há nisso algum envolvimento promocional da nossa gravadora ou outros, não fomos avisados até o momento. E como as performances de Buckethead estão no álbum, dividirei com ele minha Dr Pepper.”

Postado por Diogo Dreyer

aspinal2.jpg
Neil Aspinall e Paul McCartney em 1969.

Na semana passada publiquei um post sobre a nova biografia dos Beatles escrita pelo jornalista Bob Spitz. Ontem, uma das figuras centrais na história da banda, morreu: Neil Aspinall. O cara era amigo de infância de Paul e George, foi motorista da van da banda, comia a mãe do Pete Best (o primeiro baterista do grupo), fez backing vocal em Yellow Submarine, tocou pandeiro em Magical Mistery Tour, foi executivo da Apple. Era uma das pessoas que mais conhecia a história da banda, estando junto deles durante todos os anos de fama. Mas, como lembrou o biógrafo oficial dos Beatles, Hunter Davies, em um artigo publicado hoje no The Guardian, Aspinall NUNCA contou sua versão dos acontecidos.

Isso não é pouco: Neil é um dos poucos que sabia a verdade de diversos fatos até hoje mitificados ou pouco documentados dos Beatles, como a demissão de Pete Best e a entrada de Ringo Starr poucas semanas antes da banda alcançar o estrelato, até as brigas entre John e Paul que terminaram por separar a banda.

Apesar de sempre pedirem a ele que revelasse as fofocas, o cara sempre dizia “não se lembrava”. Fora ele, a outra pessoa que nunca quis contar suas histórias sobre os Beatles é Mick Jagger.

****

DJ “oficializado”

Sobre o Projeto de Lei que quer regularizar a profissão de DJ (post abaixo), entrei em contato com o gabinete do deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ), para ouvi-lo sobre o assunto. Mas como era feriado e tal e parlamentar também é filho de Deus, ele não se encontrava em Brasília. Essa semana deve responder a algumas perguntas ao blog. O Raul Aguilera, co-autor deste espaço e que, além de DJ, também é professor na área, deve também dar o ar da graça com alguma apreciação sobre o assunto. Stay tuned.

****

De grátis

A SonyBMG está trabalhando num novo serviço de venda de faixas online que vai permitir que os usuários tenham acesso a todo o catálogo da major por uma módica quantia, claro. O serviço ainda não tem data para lançamento, e deve cobrar uma mensalidade de seis a oito euros do interessado, que, teoricamente, poderia baixar quantas músicas quisesse. É esperar para ver.

****

Be Your Own Pet censurado

A banda americana de puks-moleques Be Your Own Pet teve seu álbum de estréia, “Get Awkward”, censurado pela própria gravadora, a Universal. A versão inglesa do disco tem 15 músicas. A norte-americana, 13: Becky, Black Hole and Blow Yr Mind foram sumariamente limadas por, atenção agora, advogados da empresa, que consideraram as letras “muito violentas”. Becky, por exemplo, tem o seguinte trecho, sobre uma treta entre dois ex-melhores amigos de colégio: “We’ll wait with knives after class!”. Essa é a mesma Universal dona dos direitos artísticos de gente nada afeita a letras que tenham violência como 2pac, Jay-Z, Queens Of The Stone Age

Postado por Diogo Dreyer

Imagina a cena: o figuraça Peter Hook desembarca no Brasil para realizar um de seus tosquícimos, porém concorridos, DJs sets. Mas aí algum oficial da lei aborda o baixista do New Order e avisa: senhor, no Brasil, só exerce a profissão de disc-jóquei quem tem curso oficialmente reconhecido.

brizola.jpgPode parecer surreal dizer a um dos integrantes da banda que ajudou a definir o que conhecemos por música eletrônica que ele não pode se apresentar como DJ no País, mas se o Projeto de Lei 2631/07, do deputado Brizola Neto (PDT-RJ), que tramita na Câmara, for aprovado, essa será uma situação que pode vir a acontecer.

Segundo reportagem da Agência Câmara, o objetivo do deputado (na foto aí ao lado) é regulamentar a profissão dos disc-jóqueis (DJ) e video-jóqueis (VJ). Pela proposta, só poderão exercer as atividades profissionais habilitados por cursos profissionalizantes oficialmente reconhecidos.

A matéria afirma que, segundo o deputado, só no estado do Rio de Janeiro há mais de 100 mil profissionais e a maioria ganha a vida de maneira informal, sem direitos trabalhistas e com remuneração menor, (a matéria não define o que o parlamentar tem por “menor”).

O texto vai além e define como atribuições de DJs e VJs a animação de festas populares, shows, eventos e espetáculos; as improvisações para divertir o público, bem como as apresentações de programas de músicas eletrônicas; os comentários e locuções de publicidades para rádio, televisão, cinema e internet; e a operação e o monitoramento dos sistemas de sonorização, gravação, edição e mixagem de discos, fitas, vídeos e filmes para a criação de novas versões.

O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Bem, não sou DJ, mas acho essa uma discussão para lá de pertinente. Ainda mais porque, vira e mexe, dou uma de “animador de festas”. Cabem diversas perguntas sobre a proposta: DJ seriam apenas os profissionais ou quem faz uma discotecagem eventual? Esses seriam impedidos de se apresentar?

A idéia do Brizola Neto parece ser consolidar para a classe uma das conquistas históricas do partido do avô: os direitos trabalhistas. O problema é que, da mesma forma que acontece em diversas outras áreas, o nobre deputado, por mais bem intencionado que esteja, parece desconhecer os meandros da profissão da noite brasileira. Basta ver a falta de detalhamento da proposta no site da Câmara.

Sou partidário da regulamentação do setor e do pagamento e tratamento justo aos DJs e VJs. Mas cobrar curso de todos iria incorrer em dois problemas. O primeiro seria a extrema dificuldade de fiscalização da lei. Não imagino uma forma adequada e funcional para que todas as pessoas que se apresentarem como DJ no Brasil tenham como garantir seu background educacional. O segundo aconteceria apenas se o primeiro entrave fosse resolvido: com uma mão de obra que, mesmo não precisando, fosse obrigada a procurar por cursos específicos notoriamente bem dispendiosos, os donos de clubes e promotores se veriam loucos com os preços que seriam cobrados.

Outra dificuldade seria a “oficialização” dos cursos, como quer a proposta. A cargo de que órgão ficaria esse trabalho? Do MEC? E quais critérios seriam usados para oficializar os cursos? DJs de rock precisam de curso para trocar de um CD para o outro? A meu modo de ver, a proposta carece ainda de muito embasamento e discussão.

Talvez uma saída seria a criação de uma associação ou um sindicato para o setor. Mas baseado nas experiências de outras profissões e de entidades de classe como a Ordem dos Músicos, poderia se criar tantos entraves burocráticos e obrigações para empregadores que também encareceriam as apresentações. Além disso, fatalmente instituições desse tipo pregariam o fim de sets e apresentações de não associados ou filiados, fora a velha conversa de reserva de mercado local que dificultaria a contratação de extrangeiros e DJs de outros estados.

A polêmica está lançada. Durante a semana, o blog tentará trazer opiniões de DJs e promotores, e quem sabe, até do próprio deputado, para melhorar a discussão.

Postado por Diogo Dreyer

Bom, João, e você ainda diz que não é para xoxar o “super-mega-foda-melhor do mundo” pseudo-festival que os caras inventaram de chamar de Lupaluna.

A produção da turnê do roqueiro Lenny Kravitz no Brasil informou, na noite desta terça (18), que o músico cancelou as apresentações no país. Ainda estamos aguardando um pronunciamento oficial sobre o motivo, e o que será feito para devolução de quem já comprou ingressos”, diz um comunicado enviado à imprensa. Kravitz faria cinco shows por aqui, incluindo Porto Alegre (Gigantinho, dia 9), Curitiba (Pedreira Paulo Leminsky, dia 11), São Paulo (Credicard Hall, dias 13 e 14) e Belo Horizonte (Chevrolet Hall, dia 16).

Via G1.

Com isso, acabam os planos do Fernando Ribeiro e do Lu Massami de promoverem o reencontro meu com o Kravitz. Deixo, porém, a última foto tirada dos dois juntos, momentos antes do rompimento definitivo da banda. A foto, inclusive seria usada para a capa do nosso álbum, que permanece inédito.

lenny_e_eu.jpg

Postado por Diogo Dreyer

amanda_lear_-_i_am_a_photog.jpg

Pegando carona no post da Clau Assef sobre a lendária Wendy Carlos, descobrí meio ao acaso meses atrás essa pérola que é a Amanda Lear.
Saca só: supõem-se que ela nasceu em Hong Kong entre 1939 e 1946, filha de pai franco-inglês e mãe russa (ou mongol-chinesa ou vietnamita, ou francesa ou inglesa) ela cresceu no sul da França. Depois foi estudar belas artes em Paris e Londres, virou namorada de Brian Jones dos Stones. De volta a Paris desfilou para vários estilistas, entre eles Paco Rabanne, Yves Saint Laurent e Coco Channel.

Na sequência conheceu Salvador Dalí, que iria dar novo rumo a sua vida: tornou-se musa do pintor espanhol e este virou o guru da fofa. E segundo ela mesma conta, foi ele quem deu todas as sacadas de marketing e controvérsia que iriam acompanhá-la nos anos 70 e 80.
Após ter um caso com (o já casado) David Bowie, este deu uma força pra ela se tornar cantora de Disco Music. E Amanda se tornou celebridade na Europa. E junto com a fama veio a grande pergunta: o que ela era? Por causa de sua altura, linhas masculinas no rosto e uma voz de contralto suspeita, muita gente podia jurar que “ela” era “ele”. Transexual ou  intersexual, ela posou em 1977 pra Playboy para que “todos pudessem ver que sou uma mulher como outra qualquer” nas palavras da diva.

De qualquer forma, junto com a polêmica, vieram a música (cosmic disco de primeira em alguns momentos) e os clips. Ah, os clips…

Amanda Lear – Follow Me (atenção na letra!)

Amanda Lear – Tomorrow


A dúvida permanece… “Ela” já foi “ele”?

Postado por Raul Aguilera

Quando entrevistei Paul McCartney, em 1997, ele explicou que a ‘biografia oficial’ dos Beatles, de Hunter Davies, de 1967, era só 60% verdadeira. O resto foi ocultado pelos Beatles para proteger amigos, famílias e namoradas dos lados mais sombrios das histórias. Infelizmente, os Beatles repetiram essa história tanto tempo que esqueceram o que era verdadeiro e o que eles inventaram. O livro Anthology, ou isso a que você se referece como The Beatles’ Autobiography, é uma confusão de fatos. Os Beatles contam experiências que eles ouviram falar por outras pessoas, não sabendo dizer o que é verdade ou não. Por isso, muitas partes daquele livro contém imprecisões. Os Beatles adaptaram isso como a sua história e realmente acreditaram no que eles diziam. Minha intenção, em The Beatles – A Biografia, era formular uma biografia do grupo baseada apenas em fatos, o que me consumiu 2 anos e meio de pesquisa e outros 5 anos e meio para escrever.

Bob Spitz, em entrevista ao Estadão.

beatles1.jpgAceitei a aventura de ler The Beatles – A Biografia há quase dois meses. Digo aventura devido ao tamanho do livro: 980 páginas. Mas a leitura é uma delícia. O autor, o americano Bob Spitz, escreve extremamente bem e conseguiu uma proeza em se tratando da banda mais documentada da história: conceber um livro com diversas revelações. Mas isso somente após oito anos de pesquisa sobre o grupo.

Ainda estou na página 300 e a vida da banda se limita até agora a Liverpol e às idas a Hamburgo. Nem o Ringo se juntou a eles. A obra, aos poucos, vai apresentando um John amargo e rebelde – infinitamente mais perturbador do que qualquer Rolling Stone jamais sonhou em ser -, um Paul sedutor e talentoso – mas extremamente manipulador -, e um George que, não fosse a música, certamente teria terminado seus dias como um anônimo estivador da cidade portuária onde nasceu.

E lá pelas tantas, após infindáveis desencontros e golpes de sorte, o leitor percebe como essa mistura de estilos e talentos deu ao mundo os Beatles. Uma das coisas que chama bastante a atenção é perceber que, não fosse a mão de Brian Epstein, certamente a banda não teria se transformado nos queridinhos da Inglaterra. Dependesse da banda, teriam apostado numa imagem mais “rock n’roll”, mais rebelde, o que certamente faria mais sentido com o comportamento dos integrantes nos bastidores.

Quanto à publicação, minha queixa é pelo tamanho: um único livro dificulta um monte a leitura (tenta ler o trambolho deitado na cama para você ver). Fosse dividida em mais volumes, a coisa fluiria mais facilmente.

Quando terminar de ler, farei uma listinha aqui no blog com as “descobertas” mais picantes. Por enquanto, deixo uma: sabia que a primeira guitarra elétrica que Lennon teve ele roubou? Mas aposto que o dono se sente orgulhoso até hoje.

Postado por Diogo Dreyer

leeburridge_lique.jpg

Finalmente a noite voltou ao ritmo normal na capital paranaense. Das casas que tem um peso maior na noite local, faltavam reabrir duas delas, o que acabou ocorrendo no fim se semana passado.

A Lique reabriu na quinta (06/03) em noite só para convidados com o DJ britânico Lee Burridge (foto – divulgação), que levou a pista até altas horas com seu tech-house modernizado (não, o estilo não desapareceu como muitos imaginam). Destaque também para a total reforma do ambiente da pista e da cabine do DJ (que mudou de lugar), além da realocação dos camarotes e da própria decoração. E destaque maior ainda pro novo sound system, agora bem afinado com a acústica da casa e o volume de público. Os DJs internacionais continuam esta semana: tem Gadjo (Alem.) na quinta-13/03 e Soul Central (Ingl.) no sábado (15/03).

Na reabertura da Vibe (07/03) , clubinho amado por todos os clãs da noite local, teve a DJ paulistana Denise Kozen como convidada especial que, aliás, andava sumida das nossas cabines. Clube cheio como o esperado. E durante o mês de março a casa abre só as sextas, em noite estabelecida como a melhor da área da capital.

Já a Eon reabriu na segunda quinzena de janeiro no esquema de terças e quintas (enquanto o público descia nos fins de semana pro litoral) e reinou sozinha nos meses de janeiro e fevereiro. Como é usual da casa, DJs nacionais e internacionais se revezam na cabine nas quintas e sábados. Nesta semana tem Anthony Pappa (Aust.) na quinta (15/03) e na semana que vem, terça (18-03), tem Andy Redanka (Ingl.) nas píck-ups.

O Yankee conseguiu se estabelecer nas noites do domingo. No fim de semana que passou trouxe o holandês Sander Van Doorn, fato inédito por ser uma atração internacional de peso que tocou pela primeira vez na cidade e ainda por cima na véspera da segunda-feira.

Postado por Raul Aguilera

Está com alguns milhõeszinhos sobrando? Que tal então ajudar esses dois figuras a salvar o rancho Neverland, para o Jacko?

Se bem que, a julgar pelas fotos, o lugar está bem caído, né não?

never1.jpg

 

never2.jpg

 

never3.jpg

 

Postado por Diogo Dreyer
portishead-third.jpg

Esteja alerta para a regra dos três
O que você dá retornará para você
Essa lição, você tem que aprender
Você só ganha o que você merece

Esse trecho, falado em bom português e digno de uma faixa de Arnaldo Antunes, inicia o novo e tão aguardado álbum do Porstihead, Third, que, claro, já vazou. Primeiras impressões: o tom soturno e sombrio, marcado pela bateria eletrônica, continua lá. Mas parece que falta um quê.

As incursões solo da vocalista Beth Gibbons continuam tendo influência de menos no resultado final, deixando de lado as referências agridoces e felizes dos discos dela em favor de demasiados elementos de experimentalismo e até jazz. Em outras ocasiões, percebe-se muita vontade da banda em repetir a sonoridade dos dois primeiros discos.

Isso se vê em algumas músicas, como “Hunter”, que ainda dão a impressão de terem sido compostas para trilhas sonoras de filmes do Tim Burton ou do Ed Wood. Mas outras, como “We Carry on” ou “Machine Gun”, soam agressivas demais. Na opinião que tenho da banda, os primeiros trabalhos eram complexos e depressivos, mas tinham uma unidade que os tornavam fáceis de serem apreciados, o que nem de longe se observa em Third.

Minha preferida até agora: “The Rip”.

De qualquer forma, primeiras impressões. Certamente o disco ainda dará muito o que falar.

Portishead – Silence [LINK]

Postado por Diogo Dreyer

Porque hoje é sexta-feira (e porque já tem muita coisa acumulando para eu comentar).

1. Los Campesinos!You, Me, Dancing! [MP3]
Para começar, faixa do recém-lançado disco de estréia dessa trupe de Cardiff, na Inglaterra. A banda posa de descolada e engraçada, indo do nome (“os fazendeiros” em espanhol) ao sobrenome dos integrantes (todos adotaram “Campesinos”). Para variar, se conheceram na faculdade, assinaram com o selo Wichita, e foram incensados pela imprensa britânica, o que vem sendo feito desde 2006. Mas o disco, Hold On Now, Youngster, ficou acima de qualquer suspeita. Os singles mais conhecidos, como “Death to Los Campesinos” e “Sweet Dreams, Sweet Cheecks”, ganharam nova roupagem e ficaram bem acelerados. Além disso, apimentaram a discussão sobre pirataria (mote do blog durante esta semana) declarando que não se importam nem um pouco que as pessoas baixem o disco pela internet sem pagar nada. Então vai lá.

21.jpg2. LCD SoundsystemBig Ideas [MP3]
Música novinha em folha de James Murphy e cia para o filme 21, que conta a real história de uma moçada que estudava no MIT e resolveu ganhar dinheiro usando sua inteligência para levar vantagem em jogos de blackjack em Las Vegas. A música tem a qualidade toda do LCD, mas vem carregada de uma atmosfera dos filmes do Guy Ritchie e da série Ocean’s Eleven. O filme está marcado para estrear nos EUA agora em março e ainda traz no soundtrack gente como Peter Bjorn and John e UNKLE.

3. MGMTKids [MP3]
Nunca repeti bandas nos The Weekend Suffle Mix anteriores. Mas gostei tanto do disco novo do MGMT, Oracular Spectacular, que fui compelido a postar outra musiquinha dos caras. Ah, e a banda também estará na trilha do filme 21.

4. The NotwistGood Lies [MP3]
A banda de indie rock alemã está com disco quase pronto após seis anos de hiato, quando lançaram Neon Golden. O disco novo se chama The Devil, You + Me e deve sair em algum dia de maio. Enquanto isso, algumas faixas deliciosas rondam a internet, como essa “Good Lies”. Para quem não conhece, vai tranqüilo que os caras cantam em inglês.

5. These New PuritansElvis [MP3]
Saca aquelas bandas que o site Pitchforkmedia dá notas altíssimas, você ouve, ouve, e ouve, mas não consegue tirar a sensação de ponto de interrogação da cabeça? Pois então, o These New Puritans é um desses. Confesso que não entendi metade do álbum, chamado Beat Pyramid. Mas a faixa “Elvis” parece destoar do resto de tão “convencional” e “pop”, palavras proibidas para os resenhistas do Pitchforkmedia.

scientists.jpg

6. We are ScientistsAfter Hours [MP3]
A dupla Keith Murray e Chris Cain está de volta com a ótima “After Hours”. A música é o primeiro single tirado do novo álbum Brain Thrust Mastery, que deve ser lançado na UK no dia 17 de março. O clipe é bem engraçado, seguindo a linha Foo Fighters. Esse é um dos discos que mais aguardo para esse ano.

7. Tokyo Police ClubIn a Cave [MP3]
Outra banda cujo disco novo estou bem ansioso para ouvir é o dos canadenses do Tokyo Police Club. O disco vai se chamar Elephant Shell e sai ainda no primeiro semestre, mas algumas faixas novas já estão dando sopa.

8- Someone Still Loves You, Boris YeltsinGlue Girls [MP3]
Que música! O primeiro disco do SSLYBY (mais fácil escrever apenas a sigla), de 2005, chama-se Broom e é bem fraquinho. Mas parece que os caras se empenharam e querem fazer com que o novo trabalho, Pershing, que sai nos EUA dia 8 de abril, convença as pessoas a levá-los a sério, já que o nome da banda provoca risos. Parece que já vazou na internet, mas não ouvi. Mas se depender de “Glue Girls”, o disco está salvo!

9- Junior BoysNo Kinda Man [MP3]
Faixa nova e bem sensual da dupla canadense de synth-pop feita especialmente para a sexta edição da série Body Language. Tem até resenha do disco no rraurl.

10- Bebida ViolentaTudoloco [LINK]
Esse vem via Trabalho Sujo. E não tem como não usar o post do Alexandre Matias para introduzir a banda.

“E se eu te falasse que apareceu outra banda de electro em São Paulo, com letras entre o cool deluxe do mondo jet set e a rua bagaceira, com duas meninas e dois caras, você se empolgaria? Eu também não, mas aí eu ouvi o Bebida Violenta.”

bonde3p.jpg

11- Bonde do RoleGasolina (Girl Talk Remix) [LINK]
Enfim, e para dizer que não falei deles, remix do malucão Girl Talk para “Gasolina”, do glorioso Bonde do Rolê (e eu também precisava de uma desculpa para publicar a foto com a nova formação).

Postado por Diogo Dreyer