portishead-third.jpg

Esteja alerta para a regra dos três
O que você dá retornará para você
Essa lição, você tem que aprender
Você só ganha o que você merece

Esse trecho, falado em bom português e digno de uma faixa de Arnaldo Antunes, inicia o novo e tão aguardado álbum do Porstihead, Third, que, claro, já vazou. Primeiras impressões: o tom soturno e sombrio, marcado pela bateria eletrônica, continua lá. Mas parece que falta um quê.

As incursões solo da vocalista Beth Gibbons continuam tendo influência de menos no resultado final, deixando de lado as referências agridoces e felizes dos discos dela em favor de demasiados elementos de experimentalismo e até jazz. Em outras ocasiões, percebe-se muita vontade da banda em repetir a sonoridade dos dois primeiros discos.

Isso se vê em algumas músicas, como “Hunter”, que ainda dão a impressão de terem sido compostas para trilhas sonoras de filmes do Tim Burton ou do Ed Wood. Mas outras, como “We Carry on” ou “Machine Gun”, soam agressivas demais. Na opinião que tenho da banda, os primeiros trabalhos eram complexos e depressivos, mas tinham uma unidade que os tornavam fáceis de serem apreciados, o que nem de longe se observa em Third.

Minha preferida até agora: “The Rip”.

De qualquer forma, primeiras impressões. Certamente o disco ainda dará muito o que falar.

Portishead – Silence [LINK]

Postado por Diogo Dreyer

Anúncios