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Pegando carona no post da Clau Assef sobre a lendária Wendy Carlos, descobrí meio ao acaso meses atrás essa pérola que é a Amanda Lear.
Saca só: supõem-se que ela nasceu em Hong Kong entre 1939 e 1946, filha de pai franco-inglês e mãe russa (ou mongol-chinesa ou vietnamita, ou francesa ou inglesa) ela cresceu no sul da França. Depois foi estudar belas artes em Paris e Londres, virou namorada de Brian Jones dos Stones. De volta a Paris desfilou para vários estilistas, entre eles Paco Rabanne, Yves Saint Laurent e Coco Channel.

Na sequência conheceu Salvador Dalí, que iria dar novo rumo a sua vida: tornou-se musa do pintor espanhol e este virou o guru da fofa. E segundo ela mesma conta, foi ele quem deu todas as sacadas de marketing e controvérsia que iriam acompanhá-la nos anos 70 e 80.
Após ter um caso com (o já casado) David Bowie, este deu uma força pra ela se tornar cantora de Disco Music. E Amanda se tornou celebridade na Europa. E junto com a fama veio a grande pergunta: o que ela era? Por causa de sua altura, linhas masculinas no rosto e uma voz de contralto suspeita, muita gente podia jurar que “ela” era “ele”. Transexual ou  intersexual, ela posou em 1977 pra Playboy para que “todos pudessem ver que sou uma mulher como outra qualquer” nas palavras da diva.

De qualquer forma, junto com a polêmica, vieram a música (cosmic disco de primeira em alguns momentos) e os clips. Ah, os clips…

Amanda Lear – Follow Me (atenção na letra!)

Amanda Lear – Tomorrow


A dúvida permanece… “Ela” já foi “ele”?

Postado por Raul Aguilera

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