“O vendedor número um de músicas no mundo, o iTunes, entendeu há algum tempo que música não é mais um produto, e sim, propaganda – a Apple vende iPods e o iTunes é o serviço que faz ser relativamente barato e fácil encher esses iPods. (…) O que as gravadoras chamam de ‘pirataria’ é de fato distribuição de material promocional e esse modelo já tem precedentes. Ele se chama rádio e, mais recentemente, videoclipes.”

O escritor Jackson West fez um ótimo texto no site Valleymag onde defendo que a música não é mais um produto para se vender, mas sim, um meio de se fazer propaganda dos artistas. Para ele, a forma de se ganhar dinheiro nesse modelo é se concentrando em coisas que realmente são possíveis de serem vendidas nos dias de hoje: ingressos para shows, camisetas e carteirinhas para fã clube.

West vai ainda mais longe e afirma que iniciativas como o novo MySpace Music, o MusicNet e mesmo o novo Napster, estão fadados ao fracasso, pois as gravadoras insistem em ver as faixas como fonte de lucro e não como plataforma promocional.

Faz sentido, mas não parece uma mudança de pensamento que as majors adotarão sem antes espernear mais um pouco.

Postado por Diogo Dreyer

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